Arrendar é 65% mais caro que comprar em Lisboa e Porto

Comprar casa, tradicionalmente, traz mais encargos do que arrendar, mas, tendo em conta a evolução do mercado imobiliário nos últimos anos, tudo indica que a primeira opção fica hoje mais em conta que a segunda. De acordo com o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, arrendar casa em Lisboa, neste momento, fica em média 65% mais caro do que o valor da prestação a entregar ao banco, caso tivessem adquirido a mesma habitação.

No Porto, esta diferença é ainda mais expressiva: considerando as sete freguesias da Invicta, as rendas são, em média, 100,5% mais elevadas do que a aquisição. Campanhã é a freguesia onde a diferença é maior (141,5%), com a renda a ascender a 619 euros e a prestação a rondar os 256,3 euros.

Para esta comparação, o “Negócios” fez a simulação da aquisição de um imóvel com uma dimensão de 100 metros quadrados. Quanto ao financiamento, foi considerado um montante equivalente a 80% do valor do imóvel, Euribor a 12 meses, com um “spread” de 1,74% e um prazo de 33,3 anos.

No segundo semestre de 2018, o valor mediano dos novos contratos de arrendamento aumentou 9,3%, a nível nacional, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) na quarta-feira. A maior subida registou-se na área metropolitana de Lisboa, onde as novas rendas cresceram mais de 15% face ao ano anterior.

Fontes: Expresso e Jornal de Negócios

SENHORIOS PRECISAM-SE!…

Desde o seu pico em 2013, a partir do ano 2014 assistiu-se por todo o país a uma cada vez menor oferta de imóveis residenciais para arrendamento, como podemos ver neste gráfico.
Esta diminuição começou mais cedo nas duas grandes áreas metropolitanas: Lisboa e Porto.
Em Braga, este fenómeno começou a acentuar-se por volta do ano 2015.
Em finais de 2018 (com os últimos dados estatísticos disponíveis), verificamos que a oferta de imóveis para arrendamento nunca foi tão baixa em relação à procura… Esta situação persiste em 2019.
Tantas pessoas a precisarem de casa! E são tão poucas as casas disponíveis!
Senhorios precisam-se!…
É um bom negócio, desde que bem feito (nós sabemos como) e também uma necessidade social.

Fonte de dados estatísticos: APEMIP

OPERADORES DE MERCADO MENOS OTIMISTAS NO FINAL DO ANO

Foi publicado recentemente o novo relatório, Portuguese Housing Market Survey, da RICS e da Confidencial Imobiliário.

São 3 as conclusões que se podem retirar:
• Expetativas de vendas pouco animadoras;
• Subida de preços abranda;
• Novas angariações com queda forte.

Registam-se diminuições ao nível das vendas imobiliárias. A principal razão prende-se com a diminuição de inventário, de imóveis disponíveis no mercado para venda.
Mas também verifica-se um abrandamento na subida de preços dos imóveis. Pode ser um indicador, para muitos proprietários que colocavam a possibiidade de venda, de finalmente tomarem essa decisão, porque os preços já não vão subir como subiram até agora!